Há dias em que a alma chora e parece querer lavar de si toda a angústia que sente. Ela grita, não para o mundo que não a escutará (repleto de barulhos!), mas para si mesma, como quem espera compreender a própria dor se conseguir escutá-la. Há dias em que nada tem sentido, todo sentido encontrado é que não deveria estar aqui... mas está... e isso faz sua confusão aumentar, afinal está num mundo com o qual não se lhe afiniza mais e do qual não pode fugir. Há dias em que a alma implora que alguém a entenda sem que ela precise falar, a abrace sem que precise pedir, a apoie sem exigir-lhe que não caia, que não esmoreça, apenas a ajude a levantar. Dias há em que a alma quer simplesmente largar-se sozinha (mas não quer permanecer assim!), pois sozinha já se sente, ninguém demonstra entender a sua dor... sente os espasmos espirituais de quem está no casulo ainda, mas quer voar como fosse pequena mariposa buscando a luz. Há dias em que a alma chora, mas todas essas gotas de medo transformadas em lágrimas, gotas de solidão, de sentimento de incompreensão, se tornam pedidos ao Único que realmente a escuta, aceita, ajuda sem questionar nada. E somente ao sentir que o amparo deste Ser especial permanece consigo ainda que esteja tão frágil, essa alma sossega por mais um tempo, o tempo que puder aguentar até sua outra vez...
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By Vitória Luz
Vania Mugnato de Vasconcelos
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Nos dias em que a alma chora...
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