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quinta-feira, 25 de maio de 2017

2018 chegou!... Acabou ali o governo Temer

No dia 7 de março de 2017, o empresário Joesley Batista, um dos maiores caubóis da história empresarial brasileira, trabalhando em conjunto com o Procurador-Geral da República, gravou o presidente em exercício Michel Temer, dentro do Palácio do Jaburu. Nessa conversa, Temer concordou que o beato Eduardo Cunha continuasse, dentro da prisão, a receber mesada para não revelar o que sabia. Acabou ali o governo Temer. Um político experiente, que sempre caminhou bem pelos bastidores da política, estava a caminho de entrar para a história como um estadista na sua breve passagem pela presidência. Obviamente, sem os atributos para ser eleito para tal cargo, uma sequencia improvável de eventos acabou levando o velho político do PMDB para o cargo mais importante da República. Seu tom conciliador conseguiu unir um Congresso em crise, ameaçado constantemente pela operação Lava Jato. Aprovou a PEC do teto de gastos, a reforma trabalhista e estava prestes a concluir a mais difícil de todas as reformas: a da Previdência. E exatamente na semana em que seu ministro da Fazenda, e postulante a sucessor, anunciava o final da recessão, o seu governo acabou. Como ninguém sabe o que vai acontecer, não tentarei fazer previsões. Vou descer ao âmago da questão: a eleição de 2018 foi antecipada. A eleição seria um referendo das reformas de Temer. Obviamente, qualquer presidente eleito em 2018 teria a legitimidade de desfazer as reformas de um governo “golpista” ou confirmá-las. Todo o risco de 18 meses foi trazido a valor presente: Circuit breaker! Desfechos possíveis... .....

Por Pedro Cerize

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