Páginas

sábado, 21 de janeiro de 2017

A culpa pela investigação

Ao recolhermos nossa culpa, abrimos espaço para uma pausa longa o suficiente que nos permita escutar tanto dentro como para fora.

A vítima, o vitimizador e o salvador vivem dentro de todos nós. Quando nos voltamos para essas partes de nós mesmos, com uma atitude investigativa, abrimos a possibilidade para uma compreensão mais profunda, tanto individualmente como dentro de nossa humanidade coletiva. Há nessa profundidade de compreensão o potencial de encontrarmos uma grande compaixão.
Sinto que a mudança que estamos tentando coletivamente promover é a de uma mais profunda compaixão. Para chegar lá, precisamos reconhecer o que, em nossos próprios corações e mentes, nos mantém presos ao profundo sentimento de separação, que está no cerne de nossa consciência coletiva. O que de dentro de nossa cultura coletiva realmente precisa morrer?

Substituir a culpa pela investigação abre o canal para a compreensão, a única porta de entrada para a verdadeira compaixão. Isso significa abandonar a guarda que protege tão bem e corajosamente nosso coração. Significa encontrar uma maneira de entender como cada um de nós contribuiu para este momento de profunda ruptura. Requer uma disposição para suportar aquela terrível e preciosa vulnerabilidade, que surge quando reconhecemos que somos todos, fundamentalmente, os mesmos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe sua opinião aqui.